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Dinheiro do Instituto de Previdência do Município de Teresina está indo para a iniciativa privada. Enquanto em todo o país, a maioria das Prefeituras que tem Regime Próprio de Previdência administram seus investimentos, em Teresina o poder público tem preferido entregar essa função para uma empresa de consultoria.

Desde a administração de Elmano Férrer (PTB) quando uma empresa do Amapá foi contratada sem licitação para este fim, o atual prefeito Firmino Filho (PSDB) preferiu continuar com a prática e assinar contrato milionário com a empresa ECONOMÉTRICA CONSULTORIA EM INVESTIMENTOS, que tem como sócio o secretário estadual de Fazenda no governo de Wellington Dias , o petista Rafael Fonteles. O contrato foi assinado sem licitação.

Dados que constam no site da Prefeitura de Teresina revelam que, de janeiro de 2014 (quando o contrato do IPMT com a Econométrica foi assinado) até o final de 2016 , a empresa já recebeu mais de R$ 2 milhões (R$ 728,3 mil em 2014, R$ 1,15 milhão em 2016 e R$ 85 mil em 2016) pelos serviços de consultoria em investimentos. O dinheiro é pago pelo fundo das aposentadorias, sai do bolso dos servidores municipais de Teresina.

Firmino Filho é servidor do Tribunal de Contas da União, mas desobedeceu a uma resolução do TCU que não permite esse tipo de contratação por um longo tempo sem o devido processo licitatório.