O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de 74 inquéritos pedidos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, referentes a autoridades com prerrogativa de foro e outros possíveis envolvidos a partir de informações obtidas em acordo de colaboração premiada de ex-executivos do Grupo Odebrecht.

Dentre os políticos com foro privilegiado estão o senador Ciro Nogueira (PP) e os deputados federais Heráclito Fortes (PSB) e Paes Landim (PTB). Seus apelidos na planilha da Odebrecht eram “Pequi” ou “Cerrado”, “Boca Mole” e “Decrépito”, respectivamente.

CIRO NOGUEIRA
O inquérito contra Ciro Nogueira foi aberto após depoimentos do dono da UTC, Ricardo Pessoa, e do ex-diretor da empreiteira Walmir Pinheiro, delatores da Lava Jato.

Pessoa relatou que mandou entregar em dinheiro vivo R$ 1,5 milhão para um assessor do senador, em três parcelas, até março de 2014. Depois teria pago mais R$ 475 mil por meio de contratos fictícios firmados com um escritório de advocacia. O empresário disse,ainda, que repassaria mais R$ 256 mil ao senador piauiense, mas, antes disso, foi preso pela Lava Jato, em novembro de 2014.

HERÁCLITO FORTES
O deputado Heráclito foi citado pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado como sendo um dos políticos beneficiados por dinheiro de propina da Petrobrás.

PAES LANDIM
O deputado foi acusado na delação premiada de um dos ex-diretores da construtora Odebrecht, Cláudio Melo Filho de receber R$ 100 mil não declarados e outros R$ 80 mil declarados.

Landim aparece com um patrimônio de apenas R$ 10 mil em sua declaração na Justiça Eleitoral.