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Por causa de cheques da Prefeitura usados de maneira suspeita pelo próprio pai, a prefeita do município de São Lourenço do Piauí, Michelle de Oliveira Cruz, é alvo de uma Ação Civil Pública Inibitória movida pelo Ministério Público do Piauí para que o Banco do Brasil não permita saques em espécie, nem seja fornecido nenhum cheque para movimentar as contas da Prefeitura. O município fica localizado a 530 km de Teresina.

A ação foi movida pelo promotor de Justiça em São Raimundo Nonato, Marcelo de Jesus Monteiro Araújo. De acordo com o  promotor, em outro Inquérito Civil para apurar a emissão ilegal de cheques da Prefeitura, o ex-prefeito e pai da atual prefeita, Manoel Ildemar (conhecido como Mazim), é investigado por usar cheques da Prefeitura de São Lourenço para fins pessoais e fazer pagamentos de R$ 7.950,00 e outro de R$ 5.500,00 na empresa Pará Madeiras, em São Raimundo. O caso aconteceu em 2010, foi denunciado ao MP e segue sob investigação. Na denúncia, o autor informou que o material comprado teria sido usado no Parque de Vaquejada do ex-prefeito.

Confira aqui os cheques:  ↓

Agora, nessa nova ação, o objetivo do Ministério Público é proibir que o Banco do Brasil, através da agência de São Raimundo Nonato acabe contribuindo com essa prática ilegal. Se a decisão for acatada, até o gerente Banco do Brasil será alertado.

“Em regra, os recursos públicos só devem sair da conta bancária diretamente aos credores, para pagamento das despesas com pessoal e dos fornecedores, até porque, enquanto o dinheiro permanece no banco o município não corre riscos de ser assaltado e ainda aufere rendimentos decorrentes de aplicações financeiras”, justifica o promotor Marcelo Monteiro.

Na ação, o promotor pede que a Justiça determine que todos os pagamentos e operações da Prefeitura de São Lourenço sejam efetuadas através de Ordens Bancárias, pelo sistema on-line do Banco, sem que cheques do dinheiro público acabem sendo usado para fins pessoais.

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