CASOS DA ALEPI – Uma cearense de Maracanaú tomou um susto ano passado ao ficar desempregada e requerer o seguro-desemprego.  A jovem de iniciais A. F. N., 34 anos  trabalhava na construtora cearense KL Engenharia, recebeu todos os direitos e a primeira parcela do seguro. Mas, depois foi surpreendia pela Caixa Econômica Federal que a notificou para devolver o dinheiro, já que no sistema da Previdência Social apontou que A.F.N estava registrada como funcionária da Assembleia Legislativa do Piauí e já tinha recebido 66 salários, o que totaliza mais de R$ 150 mil entre 2011 e 2016.

O sistema apontava que ela tinha sido admitida na ALEPI em abril de 2011 com salário de R$ 1.036,90; Em dezembro de 2016, quando a consulta no sistema foi feita, constava um salário de R$ 2.228,37.

CONFIRA ↓

A.F.N entrou em desespero quando soube do problema, pois assegura que nunca pisou na Assembleia Legislativa do Piauí. Sem saber o que fazer, ela procurou o Tribunal de Contas do Estado para que encontre uma saída e investigue o caso. “Eu nunca nem foi na Assembleia do Piauí e fui prejudicada, porque estou desempregada e sem seguro e ainda meu nome sendo usado sem meu conhecimento”, declarou em documento pedindo providências por parte do Tribunal de Contas do Estado.

RESPOSTA DA ASSEMBLEIA PARA O CASO

A Delegacia do Ministério do Trabalho no Ceará encaminhou ofício para saber a explicação da Assembleia Legislativa do Piauí.

Foi informado pelo setor de Recursos Humanos da ALEPI que a jovem A. F. N nunca trabalhou no órgão.

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Até o momento, o TCE-PI ainda não providenciou as medidas como encaminhar ofício junto ao INSS ou Caixa Econômica Federal para descobrir quem foi o responsável pelos dados da vítima junto ao INSS como funcionária da ALEPI. A denúncia ainda está sem uma resposta desde janeiro deste ano.