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O diretor da JBS Ricardo Saud revelou e entregou uma lista, em delação premiada, com os nomes de 1.829 políticos que teriam sido beneficiados pela empresa na campanha de 2014. Ao procurador, Ricardo Saud foi direto: “tudo é propina”, se referindo inclusive ao dinheiro declarado junto à Justiça Eleitoral.

CANDIDATOS NÃO SABIAM – A lista divulgada contém valores que, segundo alguns políticos que se manifestaram, seriam repassados pelos diretórios nacionais dos partidos, sem que o candidato soubesse a origem do dinheiro.

No Piauí, o Código do Poder detectou 20 nomes na lista. A maioria do citados que são filiados ao Partido dos Trabalhadores , deputado Silas Freire (PR), Iracema Portela e outros se manifestaram que os valores que constam na tal lista foram declarados ao TSE e as contas foram aprovadas.

A seguir, as notas e manifestações dos políticos citados: 

VEREADOR DUDU – “Sobre o meu nome ter sido citado em lista de doação, esclareço que quando fui candidato a deputado federal em 2014 recebi doação de R$ 6.600,00 do Partido dos Trabalhadores (PT) para pagamento de produção de programas de TV e Rádio. Esta doação foi (conforme recibo de nº 013450600000PI000036 do CNPJ Nº 07.473.085/0001-74 do Diretório Regional em anexo) devidamente registrada na prestação de contas apresentada na Justiça Eleitoral (TRE)”.

DEPUTADO FÁBIO NOVO – NOTA DE ESCLARECIMENTO

Sobre a lista da JBS e repasse de recursos para a campanha eleitoral de 2014, venho esclarecer:

1) A empresa fez doação registrada e declarada perante os órgãos da Justiça Eleitoral e Receita Federal em 2014 para o PT do Piauí. Portanto, não se pode falar em propina ou caixa 2, e sim em doação legal;

2) Desses recursos, o PT do Piauí não repassou nenhum centavo para nossa conta de campanha. A sigla na verdade, confeccionou e pagou pouco mais de R$ 3 mil em material gráfico que nos foi repassado. Em nossa prestação de contas aparece de forma transparente o registro e a forma como se deu;

3) Em 2014 a legislação eleitoral brasileira permitia a doação de recursos por parte de empresas para os candidatos ou partidos. Nesse caso, todo o processo ocorreu dentro da previsão legal e com transparência! Tanto é que a declaração estimável, consta na prestação de contas, aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral;

4) Apesar das denúncias que no momento envolvem a JBS, é necessário separar o que é doação legal, propina e caixa 2. No caso em tela, se trata de doação legal. Propina e Caixa 2 não se registra e nem se declara! O nosso caso está registrado e declarado;

5) Esclareço que não conheço ninguém da JBS e muito menos tratei com alguém da empresa sobre doação de campanha ou qualquer outro assunto;

6) Por fim, me coloco à disposição para quaisquer outros esclarecimentos!

CÍCERO MAGALHÃES: “Esse dinheiro foi o meu partido que me doou, está na minha prestação de contas. Foi usado para pagar o programa de governo do partido, está tudo lá”

IRACEMA PORTELLA: “Todas as doações feitas à campanha foram declaradas e aprovadas pelo TRE”.

JÚLIO ARCOVERDE: “O dinheiro foi doação que a JBS fez ao partido nacional, que o PP doou para os diretórios estaduais. Isso era permitido naquela época e foi tudo tranquilo dentro da legalidade, nós prestamos contas e tudo foi aprovado direitinho”.

SILAS FREIRE: A assessoria do deputado: ” A doação encontrada na sua prestação de contas, feita pela JBS, é uma doação oficial captada pelo partido político para campanha eleitoral e conta na declaração fiscal da empresa. Assim, a doação foi aprovada sem ressalvas pelo Tribunal Regional Eleitoral.

Para o deputado Silas, o que pesa é que o partido político, que possui essa função de captar recursos para a campanha, poderia ter melhor triagem para não expor seus filiados, portanto, lamenta e repudia a falta de critérios nesta captação dos recursos. É importante esclarecer que a doação foi legal, dentro das regras da lei e aprovada pelo TRE”.

OSMAR JÚNIOR E ZÉ CARVALHO – Sobre contribuições de campanha para os candidatos do PCdoB, Osmar Junior e Zé Carvalho, o PC do B informa em nota que a Direção Nacional do PCdoB recebeu contribuições eleitorais de pessoas físicas e jurídicas, dentre elas, a JBS e transferiu para a campanha de seus candidatos no Piauí, Osmar Junior e Zé Carvalho, a importância de R$ 708.800,00, conforme prestações de contas rigorosamente dentro do que determina a legislação eleitoral vigente e aprovadas pelo TRE/PI.

MAIA FILHO: “As doações a gente recebe através do partido. E o partido pode doar do fundo partidário ou de dinheiros recebidos de empresas. Então a gente só tem conhecimento da origem depois que eles mandam o recibo, mas eu só recebi dinheiro do meu partido. Não recebi de nenhuma empresa” .

LISTA COM NOMES E VALORES