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DENÚNCIA DA LIVRARIA ANCHIETA – Está no gabinete do procurador do Ministério Público do Tribunal de Contas da União, Marinus Marsico, desde a tarde do dia 14 de junho, a denúncia de superfaturamento apresentada pela Livraria Anchieta contra a secretária de Educação do Piauí, Rejane Dias.

O ministro-relator no TCU, Benjamin Zymler, distribuiu a denúncia para que o Ministério Público de Contas emita um parecer sobre a representação. ACOMPANHE AQUI

Segundo a denúncia da livraria junto ao TCU, que também foi apresentada no Tribunal de Contas do Estado, era possível a SEDUC-PI comprar o Dicionário Oxford Escolar Para Estudantes Brasileiros por um preço de R$ 42,34 .

Mas, alegando exclusividade da distribuidora Editora Brasil, a secretária Rejane Dias comprou 17 mil exemplares do mesmo dicionário a um preço de R$ 73,00 e que após o desconto ficou R$ 58,40, totalizando uma compra de R$ 992.800,00. Tudo feito sem licitação, a compra dos dicionários e de outros livros somou quase R$ 3 milhões.

No TCE, a denúncia contra a secretária Rejane Dias aguarda um relatório da Divisão de Fiscalização da Administração Estadual (DFAE).

LEIA AQUI E ENTENDA :

Livraria acusa Rejane Dias no TCU e TCE por comprar dicionário superfaturado

QUEM É MARINUS MARSICO –  Está no TCU há 23 anos e conhece todos os caminhos utilizados por autoridades e empresários para desviar dinheiro do Erário. Antes de chegar ao TCU, atuou no controle interno da Presidência da República e foi auditor do Tesouro Nacional.

Grandes casos de corrupção que foram investigados nos governos Lula e Dilma tiveram a participação do trabalho do procurador. Essa denúncia da Livraria contra a Secretaria de Educação do Piauí é algo pequeno frente aos trabalhos que o procurador já realizou.

Ele esteve por trás das investigações que derrubaram o ministro Alfredo Nascimento e toda a cúpula do Ministério dos Transportes e denunciou o processo de compra, pela Petrobras, da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), que apresentou um prejuízo de 792 milhões de dólares.  Nos últimos meses, o procurador esteve à frente de um amplo pente-fino nas operações realizadas pelo BNDES.