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QUER MAIS INFORMAÇÕES – O desembargador Cândido Ribeiro, da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, indeferiu o pedido de liminar pleiteada em Habeas Corpus interposto em favor de acusados na Operação Pastor, deflagrada no último dia 21 de junho contra um esquema de fraudes licitatórias que teriam desviado R$ 5 milhões de recursos federais no Piauí. Segundo a Polícia Federal, as fraudes aconteciam principalmente nos municípios da região de São Raimundo Nonato (510 km de Teresina).

Os nomes dos pacientes no HC não está disponibilizado na consulta pública. A decisão assinada na sexta-feira(23) será publicada no Diário da Justiça Federal da próxima terça-feira(27).

O desembargador Cândido Ribeiro (relator do Habeas Corpus) também determinou o envio de e-mail para a Vara da Justiça Federal em São Raimundo Nonato solicitando mais informações que justifiquem, ou não, a necessidade da liberação imediata ou manutenção das prisões.

A defesa dos acusados ainda poderá interpor recurso, ou ajuizar outra medida no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A Operação Pastor cumpriu dois mandados de prisão preventiva, seis de prisão temporária, cinco de condução coercitiva e 14 de busca e apreensão.

CÂNDIDO RIBEIRO – O desembargador é maranhense, já presidiu o TRF da 1ª Região, participou de algumas audiências com deputado federal Paes Landim (PTB-PI) para tratar da instalação e melhorias de Varas Federais no Piauí, como a de Corrente e a de Parnaíba. Dentre  suas decisões mais conhecidas estão: a libertação do bicheiro Carlinhos Cachoeira e a suspensão de liminar que impedia o ex-presidente Lula de continuar no Ministério da Casa Civil no final do governo Dilma.

OUTRO PEDIDO NEGADO – Também na sexta-feira(23), o juiz da Vara Federal em São Raimundo Nonato que decretou as prisões, Pablo Baldivieso, negou o pedido de revogação de prisão temporária do ex-vereador do Município de Porto, Edgar Vaz de Aguiar Neto.

Edgar Vaz estaria disposto a fazer uma delação premiada para entregar mais envolvidos no esquema.