CRIME ELEITORAL – Conforme foi antecipado pelo blog, o inquérito aberto contra o deputado federal Heráclito Fortes (PSB) já saiu do gabinete do ministro Edson Fachin (relator da Lava Jato) e foi redistribuído para o ministro Marco Aurélio Mello a pedido do Chefe da Procuradoria Geral da República, Rodrigo Janot.

Após diligências, Janot chegou à conclusão que Heráclito deva responder apenas por falsidade ideológica, crime previsto na legislação eleitoral quando o candidato não declara valores usados na eleição (uso de Caixa 2, por exemplo).

Pelas delações de executivos da Odebrecht, Heráclito teria recebido R$ 80 mil que não teriam sido declarados na eleição de 2010.

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Outros 14 inquéritos da Lava-Jato, abertos a partir da delação premiada de
executivos da Odebrecht, já ganharam novos relatores no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo matéria do jornal O GLOBO, outros cinco também foram redistribuídos, mas o sorteado foi o ministro Edson Fachin, que já era o relator. Entre eles, está uma investigação contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Os ministros que mais receberam inquéritos foram Gilmar Mendes e Marco Aurélio, cada um com quatro novas investigações.