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E AGORA, CIRO – Após serem presos, o empresário Joesley Batista, um dos do donos do grupo J&F, e seu assessor Ricardo Saud afirmaram em depoimento à Polícia Federal na segunda-feira (11) que pagaram  propina ao senador piauiense Ciro Nogueira (PP-PI).

Os dois citaram um desses pegamentos, que foi a entrega de uma mala de dinheiro de R$ 500 mil, grana que não teria sido contabilizada na campanha de prefeitos municipais de 2016, quando as doações de empresas passaram a ser proibidas.

O empresário afirmou na Polícia Federal que, nos últimos três meses, um dos maiores interlocutores sobre tudo o que acontecia com a empresa, dona da JBS, no âmbito da Operação Lava Jato  foram Ciro Nogueira, o presidente Michel Temer e o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

O executivo Ricardo Saud afirmou na PF que ainda tentaram gravar a entrega de dinheiro ao senador do PsP do Piauí na casa de Joesley, mas o senador parou o carro em um local onde a câmera de segurança da casa não capturou a cena.

JOESLEY DÁ VERSÃO DIFERENTE– Segundo o Portal G1, Joesley deu outra versão sobre uma entrega de R$ 500 mil ao senador e presidente nacional do PP, mas não está claro se ele se refere ao mesmo pagamento mencionado por Saud. Segundo o empresário, o dinheiro em espécie foi entregue na casa de Ciro Nogueira e eram a primeira parte de um pagamento de R$ 8 milhões para o PP ajudar a então presidente, Dilma Rousseff, na votação contra o impeachment.

O ADVOGADO – O mesmo advogado de Ciro Nogueira, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, também está fazendo a defesa de Joesley.