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DISPENSOU LICITAÇÃO – Mesmo privatizada (o petista Wellington Dias prefere chamar de “concessão”), a Agespisa se prepara para gastar ainda mais com mão-de-obra terceirizada após meses de denúncias e ações judiciais que tentavam anular uma licitação de R$ 14 milhões na área.  A contratação de terceirizados dentro da companhia continua disputada por grupos empresariais e políticos da mesma forma que antes da privatização.

LEIA E ENTENDA:

LICITAÇÃO DA AGESPISA MARCADA POR DENÚNCIAS DE FAVORECIMENTO

Agora, dois contratos totalizando R$ 21,4 milhões/ano foram assinados através de dispensa de licitação com duas empresas, a Belazarte Serviços e a Mutual Serviços de Limpeza.  A companhia e o governo Wellington Dias receberam pressões de todos os lados para dividir esse contrato e agradar diversos grupos que faturam com mão-de-obra terceirizada.

Assim, as duas empresas irão fornecer 599 terceirizados, mesmo após a privatização da companhia realizada pelo Partido dos Trabalhadores de Wellington Dias, partido que sempre combateu os processos de privatizações no país.  Mas, se os serviços de Teresina estão nas mãos da empresa Águas de Teresina, a Agespisa ainda precisa explicar para a população porque a licitação que foi barrada na Justiça e no Tribunal de Contas do Estado previa apenas a contratação de 324 funcionários e agora a companhia resolveu contratar a oferta de 599 funcionários através dessa dispensa de licitação.

R$ 35 MILHÕES PARA O PIAUÍ PAGAR – Mesmo com a decisão mandando barrar, a Agespisa já tinha assinado o contrato de R$ 14 milhões para os 324 terceirizados.

Assim, se todos os contratos forem mantidos, a população piauiense vai continuar gastando alto com terceirizados da companhia, algo em torno de R$ 35,4 milhões todo ano.

Cabe ao Tribunal de Contas do Estado analisar a fundo essa nova contratação que foi justificada através de parecer da Procuradoria Jurídica da companhia.

Pelos novos contratos, a Belazarte vai receber R$ 16,44 milhões por ano e a empresa Mutual Serviços receberá R$ 5 milhões/ano. E no primeiro contrato assinado  no início do ano em meio às denúncias, a Belazarte já tinha garantido outros R$ 14 milhões/ano.

QUEM É QUE MANDA – Desde maio, quem a assumiu a presidência da companhai foi Emanuel Veloso (foto acima), mas a assinatura que aparece no extrato publicado ainda é de Raimundo Trigo, o mesmo que assinou um contrato com a Belazarte após a licitação ter sido suspensa pela Justiça. VEJA AQUI

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