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SECRETÁRIO FOI COMPRAR BRIGA COM A TV CLUBE – A estrada de São Lourenço do Piauí a Dom Inocêncio (70 km) continua inacabada depois de sete anos. Na noite deste sábado(10) ganhou destaque no Jornal Nacional.

A obra inacabada já passou pelas mãos de Wilson Martins, Zé Filho e Wellington Dias.

O drama e decepção vividas pelos moradores foram vistos em todo o país, principalmente por causa de uma ponte nunca foi concluída. Moradores ainda tem que passar diversos constrangimentos, tudo culpa do governo que não consegue concluir a obra que é executada pela construtora Jurema, ligada à família do deputado federal Marcelo Castro (MDB), parlamentar com base política e familiar na região.

Recentemente, o secretário de Justiça, Daniel Oliveira, perdeu o controle e comprou uma briga com a TV Clube por ter mostrado imagem do caos nos presídios do Piauí. A matéria da afiliada da Globo no Piauí mostra o poder de fogo contra o governo de Wellington Dias. CONFIRA o descontrole de Daniel Oliveira na TV Clube

CONFIRA NA ÍNTEGRA A MATÉRIA NO SITE DO JORNAL NACIONAL

Obra de ponte que dá acesso a município do PI nunca foi concluída

Ponte, junto com rodovia, começou a ser construída há 7 anos. 
De acordo com o governo, obra está orçada em R$ 26 milhões.

Moradores de uma pequena cidade do Piauí estão praticamente isolados. É que a ponte que dá acesso ao município precisa ser concluída.

A rodovia está em obra desde 2011. Pelo o contrato, seriam asfaltados 78 quilômetros da estrada que liga as cidades de São Lourenço do Piauí a Dom Inocêncio, no interior do estado. Mas durante esses sete anos, quem passa pelo local encontra menos de 20 quilômetros com asfalto e uma ponte inacabada.

Essa é uma obra que os moradores da região aguardam há mais de duas décadas. O povo do local até ficou animado quando viu a ponte toda erguida, só que essa alegria durou pouco, porque em dezembro de 2017 a obra parou, aí para ter acesso à ponte, só improvisando.

No meio da viagem é preciso fazer uma baldeação. O carro para de um lado da ponte e os passageiros precisam atravessar a pé. “A gente se sente excluído, porque começaram essa estrada e não terminaram”, conta Diana Dias de Castro, agente comunitária de saúde.

Uma dificuldade ainda maior para quem está doente. Antônio quebrou a perna e está voltando do hospital em Teresina, a 640 quilômetros. Além da longa viagem, ele ainda precisa enfrentar esse obstáculo para chegar em casa.

Antônio Cirino, servente: Cansativo e perigoso. Porque é muito difícil, subir assim e descer sem ter nenhuma segurança é muito complicado.
Repórter: O que você acha dessa situação, para chegar em casa tem que passar por tudo isso?
Antônio Cirino: É muita falta de respeito com o cidadão. Não importa, o governo que já era para ter construído a rodovia há muito tempo.

A reportagem mostra o único jeito de abastecer a população da cidade, mas atravessar o rio só é possível quando o nível da água está mais baixo. Uma travessia arriscada e perigosa.

De acordo com o governo, a obra está orçada em R$ 26 milhões e a última paralisação aconteceu por falta de dinheiro e ainda não há previsão de quando a estrada vai ser concluída.

“Sentimos aqui como se fosse mesmo um cantinho do Brasil, do Piauí, que existe, mas que ao mesmo tempo é esquecido pelos governantes que deixam chegar a esse ponto”, afirma Edivarde Dias de Sousa, motorista.