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PARTIDO DA PROPINA VAI ÀS COMPRAS – A revista ISTOÉ traz matéria ampla sobre as manobras políticas da cúpula do Progressistas (antigo PP, Partido Progressista ou também batizado de Partido da Propina). Segundo a revista, a mágica do senador piauiense Ciro Nogueira para pular de 30 prefeitos piauienses para 84 e conseguir mais sete deputados federais para sua bancada tem explicação e já sofre reação dos outros partidos que começam a se rebelarem contra o que consideram “jogo sujo” da política.

Segundo a matéria da ISTOÉ, com o título “O PP FOI ÀS COMPRAS“, “para chegar à posição de segunda maior bancada na Câmara, com 54 deputados, ficando atrás apenas do PT, mas superando MDB e PSDB, o partido montou uma operação com o uso de dinheiro público para cooptar novos parlamentares. O esquema foi montado pelo presidente nacional do partido, senador Ciro Nogueira (PI), pelo então ministro da Saúde, deputado Ricardo Barros (PR), e pelo deputado Arthur Lira (Al), ex-presidente da Comissão do Orçamento.”.

A cooptação teria ocorrido por meio de dinheiro do Fundo Nacional da Saúde (FNS) para os municípios onde os deputados têm base eleitoral. Além dos recursos da Saúde, os parlamentares obtiveram a promessa de receber R$ 2,5 milhões do Fundo Partidário para cada um tocar sua campanha à reeleição este ano.

REVISTA ISTOÉ DIZ QUE CIRO NOGUEIRA ESTÁ FAZENDO O MESMO NO PIAUÍ

Segundo  a matéria, Ciro Nogueira faz movimento semelhante no Piauí para obter novo mandato como senador. Em um vídeo, ele comemora com prefeitos: “Nunca se investiu tanto no Piauí”. Por influência de Ciro, o PP passou de 30 para 84 prefeituras no Estado, além de contabilizar 246 vereadores.

SENADOR CIRO PREFERE FICAR EM SILÊNCIO – O PP nega as acusações. Em nota, a assessoria do hoje deputado Ricardo Barros afirma que os repasses efetuados coincidem com a liberação do Orçamento Anual. “Todos os parlamentares foram atendidos com pagamentos de emendas impositivas, independentemente de partido político, visando sempre a melhoria do acesso de serviços à população”, diz a nota. O deputado Arthur Lira informou que não comentaria o assunto. Átila Lins, Osmar Serraglio e Ciro Nogueira não responderam. Marinaldo Rosendo diz ter trocado o PSB pelo PP porque, depois da morte de Eduardo Campos, seu antigo partido “acabou”. “Ninguém nunca ofereceu nada para mim”, garantiu Laércio Oliveira. Arnaldo Faria de Sá disse que resolveu antecipar-se a uma possível expulsão do PTB. Já Alfredo Kaefer admitiu os repasses da Saúde, mas classificou-os como “normais”.

MODOS OPERANDI DE CIRO ESTÁ NA MIRA DO TCU – Segundo uma fonte ouvida por ISTOÉ, a compra de deputados pelo PP durante a janela de transferências afim de inchar sua bancada, tornando-a a segunda maior da Câmara, está na mira do Tribunal de Contas da União. Auditores da corte já seguem o caminho do dinheiro para estabelecer a relação direta entre a troca de partido e liberação de recursos públicos. O modus operandi da operação montada pela tríade do PP – Ricardo Barros, Ciro Nogueira e Arthur Lira – é semelhante ao adotado no escândalo conhecido como “Anões do Orçamento”, celebrizado no final dos anos 80.

 

 

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