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CONTRA TEMER NÃO SERÁ PUNIDO – A foto acima vista agora no momento atual de campanha deixa margem a diversas interpretações. Para os petistas fanáticos, Ciro Nogueira traiu Lula, Dilma, Wellington Dias e o PT ao liderar a queda da ex-presidente no ano de 2015.

Porém, os eleitores que não estão nem de um lado, nem de outro, entendem que o que estamos vendo agora nessa nova politicagem piauiense é um novo Wellington Dias, que continua com a mesma conversa de sempre, mas que nunca teve um governo tão atacado e investigado por suspeitas de corrupção. Ao se juntar com Ciro Nogueira, do político do partido mais sujo na lava jato, Wellington Dias mostra que não está muito preocupado em sujar as mãos nessa história de denúncias e investigações da Lava Jato, mesmo com a revolta de petistas por todo o Piauí que não conseguem engolir a aliança com o partido que ajudou a arrancar o PT do Palácio do Planalto.

CIRO NOGUEIRA E O SEU PP DÃO MAIS PRA QUEM DERRUBOU DILMA – Agora, o partido de Ciro Nogueira enviou para o Tribunal Superior Eleitoral como vai dividir os R$ 131 milhões do fundo partidário entre seus candidatos para as próximas eleições.

E ao contrário dos demais partidos, sigla do Ciro Nogueira surpreende a todos e está dando um prêmio para os deputados federais foram a favor da investigação que derrubou a presidente Dilma Rousseff e que vão buscar a reeleição em outubro. De acordo com a resolução do partido, esses deputados receberão R$ 2 milhões para torrarem na campanha.

MAS, QUEM VOTOU PARA DILMA CONTINUAR NO GOVERNO SERÁ PUNIDO e vai ter um desconto da verba de 15%. Assim, a esposa do senador Ciro Nogueira, por exemplo, a deputada Iracema Portella, vai receber os R$ 2 milhões sem desconto, pois mesmo lamentando, votou para a ex-presidente Dilma cair fora do Planalto. Já o deputado Waldir Maranhão (PP-MA) será um dos que terá a punição na verba, vai receber R$ 300 mil a menos.

Segundo matéria do jornal O ESTADO DE SÃO PAULO (MATÉRIA COMPLETA AQUI), esse critério está provocando uma revolta no PP do Rio Grande do Sul. A direção do partido no Estado enviou carta à Executiva Nacional questionando os parâmetros. Isso porque três deputados federais gaúchos serão “punidos” por essas medida: Afonso Hamm, Jerônimo Goergen e Covatti Filho.

QUEM QUERIA DERRUBAR TEMER NÃO SERÁ PUNIDO – “Esse critério é um absurdo e não tem lógica. Não houve fechamento de questão em torno da denúncia contra o Temer. O único fechamento de questão do partido foi no impeachment de Dilma”, disse o presidente do PP gaúcho, Celso Bernardes.

DILEMA OU NOVA TRAIÇÃO ? – E agora, o caso vai pegar mal na campanha de Ciro junto à militância radical do PT, um caso de amor e ódio que já anda bastante trincada, embora os atos do governador Wellington Dias venham demonstrando que, para seu governo, o senador Ciro é um mal necessário para continuar conseguindo alguma verba federal no governo Temer.

É um dilema ainda sem explicação e compreensão por todos os lados. O certo é que Ciro Nogueira precisa dos votos e da influência de Wellington Dias pelo interior e fingir que não está vendo as caras feias dos petistas lhe rejeitando. Por outro lado, para o governo Temer, o senador piauiense tem que mostrar uma cara anti-petista e de que tem força para punir os infiéis que ousaram ajudar o governo de Dilma se manter de pé.

A seguir, um trecho da resolução que pune com 15% da verba de deputados federais que votaram a favor da investigação contra a presidente Dilma (PROCESSO DCR 01/2015).

ppciroresolucao
DOCUMENTO:

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