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“ESPETÁCULO” – Pela terceira vez nas últimas semanas, secretarias da gestão de Wellington Dias são alvo de operações que apuram irregularidades. Depois da Polícia Federal prender mais de 20 e investigar contratos na Secretaria Estadual de Educação, na gestão de Rejane Dias, depois de operação na Secretaria Estadual de Meio Ambiente, agora foi a vez de outras secretarias serem alvos de busca e apreensão para apurar mais um caso de suspeita de fraude em licitação.

O governador do Piauí, Wellington Dias, se apressou em atacar a operação e fazer uma espécie de desabafo. Conforme matéria do Portal Cidadeverde.com, Wellington Dias acusa a operação da Polícia e do Ministério Público de terem razões políticas.

“Estou vendo muita coisa estranha. Já tivemos no período eleitoral uma operação que vem de 2012 e 2013 deixam para realizar operações. Foi assim nos transportes com as empresas, foi assim com a Semar, que o investigado também é uma empresa e agora várias áreas. Estamos falando de obras que não receberam nenhum centavo. São obras de R$ 400 mil. São obras que cumpriram a lei, com licitação legal, contrato legal, licenciamento, tudo dentro da legalidade. Lamento o espetáculo. Vivemos o momento em que lamentavelmente é um espetáculo, véspera de eleição, para que? Para interferir na eleição? Em razão disso pedi hoje uma agenda com os líderes para tratar sobre isso. Tem algo estranho. Defendo a transparência, o combate à corrupção, quero que alguém diga que houve algum pedido de documento de algum promotor, de qualquer juiz, do Tribunal de Contas, que não oferecemos prontamente as informações. É uma operação para pegar informação que poderíamos entregar. Não tem sentido. Vejo interferência no período eleitoral. Com qual objetivo? É isso que pergunto”, disse ao Portal CidadeVerde.com.
MATÉRIA COMPLETA NO CIDADEVERDE.COM:

Governador faz desabafo e diz que operação MP/TCE é abuso de autoridade

O Ministério Público do Estado do Piauí, em parceria com instituições da Rede de Controle, deflagrou nesta quarta-feira (12) a Operação Itaorna – do tupi, “pedra podre”.

Foram cumpridos 8 Mandados de Busca e Apreensão expedidos pelo Juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública de Teresina, nas Sedes da Secretaria de Turismo, Secretaria de Desenvolvimento Rural, Instituto de Desenvolvimento do Piauí – IDEPI, Coordenadorias de Desenvolvimento Social e Lazer, Coordenadoria de Combate à Pobreza Rural, na Construtora Crescer e na residência dos sócios.

Para o Tribunal de Contas do Estado, a empresa beneficiada, CONSTRUTORA CRESCER, não teria a mínima condição de prestar serviços. Mesmo assim, recebeu pagamentos que o governo do Piauí conseguiu junto à Caixa Econômica Federal, assinados por Wellington Dias e intermediado pelo senador Ciro Nogueira.

Só nesse ano eleitoral, a empresa recebeu R$ 2 milhões pagos com dinheiro desses empréstimos.
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