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MST DIZ QUE ERAM TERRAS IMPRODUTIVAS – Sob ameaça de multa diária, o governo comunista de Flávio Dino (MA), teve que autorizar a retirada de mais de 100 famílias que moravam em terras do empresário João Claudino Fernandes no município de Pindaré-Mirim.  Durante um ano, o governo do Maranhão ficou protelando através de outras medidas para evitar o confronto. A reintegração de posse de área Boi Montado, onde está situada a Fazenda Vila Velha, foi realizada na terça-feira(13) e teve uma pessoa ferida em confronto com a Polícia Militar.

Desde setembro de 2016, as famílias desenvolviam atividades de criação de animais como galinhas e porcos; e plantações de arroz, feijão, mandioca, entre outros. As casas construídas no terreno eram de palha e barro.

Entenda o processo

A ação que resultou na reintegração de posse da comunidade Novo Pindaré tramita na justiça com o número 1601-96.2016.8.10.0108, comarca de Pindaré-Mirim, e teve início no dia 10 de novembro de 2016, cuja medida liminar foi deferida pelo Juiz de Direito Dr. Marcello Frazão Pereira, que à época, respondia pela comarca.

Em meados de 2017, a Juíza de Direito Dra. Ivna Cristina de Melo Freire reforçou a decisão judicial, determinando, dentre outra medidas, a disponibilização de efetivo policial necessário para a operação de desocupação da área, inclusive assegurando apoio logístico, sob pena de multa diária no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil) a ser aplicada ao Estado do Maranhão.

Todas as informações podem ser conferidas em matéria do portal FOLHA NOBRE.

Direção nacional do MST repudiou o desepejo

Em nota, a direção nacional do MST, disse que o “despejo representa ataque autoritário aos direitos”.

Segundo a organização, “Os/as trabalhadores/as foram humilhados/as nos seus direitos humanos e sociais, como homens, mulheres, crianças e idosos. Foram retiradas de seus lares, perderam suas moradias, suas plantações, suas criações, mas não perderam a capacidade de lutar e de sonhar”.  LEIA A NOTA NO SITE DO MST