GESTORES USAVAM NOTAS FRIAS – A Advocacia Geral da União pediu informações ao Tribunal de Contas da União para saber se foram realizadas investigações contábeis (Tomadas de Contas Especiais) para apurar o tamanho do rombo e os nomes dos gestores responsáveis por desvios de recursos apurados na Operação Geleira em dezenas de prefeitura do Piauí.

Samana passada, a unidade do TCU em Teresina recebeu o OFICIO n. 00107/2019/SECGAB/PUPI/PGU/AGU para fornecer todas as informações sobre o caso em 20 dias. No TCU, o ministro-relator da solicitação da AGU é Walton Rodrigues.

O objetivo da AGU é ajuizar ações de execução para cobrar gestores responsáveis pelos prejuízos aos cofres públicos. Isso, se o TCU já tiver apurado o tamanho do rombo e tiver uma lista com os nomes dos responsáveis pela roubalheira.

OPERAÇÃO GELEIRA COMPLETOU OITO ANOS – Em janeiro de 2011, a Polícia Federal do Piauí deflagrou a operação cumprindo 30 mandados de prisão contra prefeitos e ex-prefeitos e 84 mandados de busca e apreensão (computadores, documentos, veículos e até dinheiro) envolvendo 12 prefeituras piauienses .

Não tem ninguém preso e boa parte dos corruptos continua tranquila e em cargos públicos.

As investigações identificaram a existência de uma organização criminosa especializada em desvio de recursos públicos das prefeituras municipais do estado do Piauí, mediante a utilização de empresas inexistentes (fantasmas) com a emissão de notas fiscais inidôneas (“frias”, “calçadas” e superfaturas), utilizadas para justificar a aplicação desses recursos junto aos órgãos de controle.

Segundo as investigações, mais de R$ 20 milhões teriam sido desviados de recursos de educação e saúde em várias prefeituras do Piauí.