Ciro Nogueira já sabe por onde atacar W.Dias e Rafael Fonteles

Imagem: repodução TV Clube/180graus.com

Por Aquiles Nairó (Opinião)

Na briga e no rompimento político entre Ciro Nogueira e Wellington Dias, o grande vencedor no momento atual é quem tem a caneta e os cofres estaduais nas mãos podendo usar recursos sem ser incomodado na porta de casa pela Polícia Federal, nem Ministério Público Federal ou TCU.

Mas, um político profissional como é o caso de Ciro Nogueira deve lembrar do ensinamento valioso de Sun Tzu em A Arte da Guerra : Aquele que conhece o inimigo e a si mesmo lutará cem batalhas sem perder; para aquele que não conhece o inimigo, mas conhece a si mesmo, as chances para a vitória ou derrota serão iguais; aquele que não conhece nem o inimigo e nem a si próprio será derrotado em todas as batalhas.

Assim, não é difícil fazer oposição ao gestor com maior teto de vidro no Piauí, Wellington Dias. Não é à toa que controla a Assembleia Legislativa e ainda mantém vários suplentes que sentam na cadeira de deputado estadual para dizer amém. Nem vamos falar da imprensa.

Que comecem os jogos e que sobre alguma coisa positiva para o Piauí nessa briga.

Wellington Dias já está movendo as peças desse tabuleiro. No mesmo dia em que foi anunciado o afastamento de um apadrinhado de Ciro Nogueira no Detran-PI, foi confirmado que a partir de agora o padrinho no Detran é o próprio governador Wellington Dias, ao indicar um nome ligado diretamente a ele e ao seu advogado Germano Tavares. O cofre do Detran agora está nas mãos do PT (Partido dos Trabalhadores), não deu tempo nem do PMDB entregar algum currículo.

Sim, mas iniciei dizendo que nesse momento, Wellington Dias sai ganhando na briga. Porém, a batalha só termina em outubro de 2022.

Nas redes sociais, Ciro Nogueira não perdeu tempo e já apontou suas armas contra Wellington Dias (pré-candidato ao senado ) e de cara, querendo ou não, já começou o desgaste do secretário de Fazenda, Rafael Fonteles, o pré-candidato de Wellington Dias ao governo do Piauí e provável adversário de Ciro Nogueira ao governo do Estado.

Isso se a Polícia Federal não chegar primeiro e acabar com o sonho de todo mundo.

Ciro Nogueira sabe que Wellington Dias vai continuar usando a máquina para manter apoio e diminuir o exército de prefeitos e aliados do Progressistas visando 2022.

E é de olho no dinheiro do precatório do Fundef (R$ 1,6 bilhão), que Ciro Nogueira começou a fazer o que ele chama de oposição. Conhecendo bem o modus operandi grupo de Wellington Dias, Ciro declarou que há um grande “risco de o dinheiro se diluir no ar”.

Seria apenas desespero político ao afirmar isso? Antes fosse. O problema é que Ciro Nogueira conhece mesmo o seu inimigo.

Em sua mensagem, Ciro Nogueira deixa muita coisa clara e outras ainda subliminares. Ele cita a informação dada com exclusividade aqui no blog Código do Poder de que a Fundação Getúlio Vargas está querendo o pagamento de R$ 72 milhões do dinheiro do precatório.

É um dinheiro que daria para fazer uma outra grande maternidade de Teresina ou mais dois aeroportos iguais ao de São Raimundo Nonato.

O senador avisou, também, que vai ao STF pedir ingresso na ação movida pelo Estado do Piauí, pois Wellington Dias quer usar o dinheiro do Fundef em outras áreas.

Ah, mas tem o Rafael Fonteles. Ciro Nogueira já afirma que vai tentar impedir o uso de R$ 800 milhões do precatório no ensino à distância. É aí que entram os interesses de Rafael Fonteles, que já defendeu o uso do dinheiro na mediação tecnológica.

O blog Código do Poder informou que desde a gestão de Alano Dourado na SEDUC (governo Zé Filho), o então empresário Rafael Fonteles através do seu Instituto Premium e com proposta até do Colégio CEV na época (temos documentos e assinaturas) começou a implementar no Piauí a ensino através da mediação tecnológica e em 2018 após grande repercussão houve uma mudança nos nomes envolvidos nesses contratos milionários, com empresas de Brasília faturando mais de R$ 30 milhões anuais, sem falar outros milhões que a SEDUC gasta com sistemas e consultorias.

Ao atacar o envio (ou desvio) de dinheiro do Fundef para empresas nessas áreas difíceis de serem fiscalizadas, Ciro Nogueira deixa transparecer que sabe de coisas interessantes e ainda não reveladas.

“Sou levado a crer que a utilização de metade de R$ 1,6 bilhão em educação à distância oferece o risco de o dinheiro se diluir no ar, não produzindo mais que desvios criminosos e mau uso do dinheiro público”, declarou.

Vamos, lá, estamos na torcida para que esses grupos interessados no desenvolvimento do estado se mantenham em guerra e se engalfinhando. Quem sabe o Piauí, um dia, encontre a paz.

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