Golpe de R$ 5 milhões, inquérito no STJ, mas W.Dias bota fé no Consórcio Nordeste

COMPANHEIROS – Enquanto governos de Alagoas e de Pernambuco estão agindo juridicamente para que o Consórcio Nordeste devolva os R$ 5 milhões (de cada um) que sumiram com a compra de respiradores inexistentes da empresa que comercializa produtos à base de maconha (Hempcare) e nunca receberam os aparelhos, o Piauí que também foi na mesma onda se mantém firme na pareceria com a entidade comandada por militantes desempregados do governo Dilma.

A empresa Hempcare Pharma Representações Ltda, contratada pelo Consórcio Nordeste deveria entregar 30 respiradores para o Piauí e recebeu pagamentos autorizados por Wellington Dias e pelo secretário de Saúde, Florentino Neto foi alvo da operação Hagnarok no início de junho e teve as contas bloqueadas. Por envolver governadores de nove estados do Nordeste o caso foi convertido em um inquérito sigiloso no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Para não serem acusados e prevaricação e correrem o risco até de sofrerem pedidos de impeachment , alguns governadores já estão tomando medidas administrativas e judiciais para tentar recuperar o dinheiro transferido para as contas do Consórcio Nordeste. O governador de Alagoas, Renan Filho (PMDB) já acionou a Procuradoria Geral do Estado para tomar todas as medidas necessárias.

Mas no Piauí, nem Wellington Dias nem o secretário de Saúde, Florentino Neto, falaram o que estão fazendo para recuperar o dinheiro que sumiu.

A sede do Consórcio Nordeste fica na Bahia, presidida pelo governador petista Rui Costa. Com o escândalo, o secretário da Casa Civil do governo da Bahia, Bruno Dauster, pediu demissão após ter cido citado por empresários presos acusados de envolvimento no suposto esquema. Os respiradores valeriam no máximo R$ 60 mil, mas estavam sendo comprados por R$ 160 mil.

Nos últimos dias (11/08), o governador Wellington Dias participou de reunião com a subsecretária do consórcio Nordeste, Maria Fernanda Ramos Coelho, e o secretário-executivo do Consórcio Nordeste, Carlos Eduardo Gabas (ex-ministro do governo Dilma). Segundo a assessoria do governo foram tratados temas como a busca de soluções para problemas em comum aos estados nordestinos em áreas como saúde, agricultura familiar, infraestrutura, entre outras.

Ou seja, além de não darem respostas sobre o dinheiro que sumiu ainda estão atrás de mais mecanismos de distribuição de dinheiro público através dessa entidade marcada por um golpe milionário de R$ 49 milhões.

Além dos R$ 4,9 milhões transferidos pelo governo do Piauí para compra dos respiradores inexistentes, o Consórcio Nordeste recebe R$ 780 mil dos cofres piauienses para sua manutenção.

Mas, o STJ já tem autorizado diversas diligências sigilosas. O caso ainda está longe de ser encerrado.

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